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Mato Grosso do Sul, 15 de abril de 2024
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Réu por corrupção na Prefeitura de Sidrolândia, empresário teve sigilo bancário quebrado

Denunciado como líder de grupo movimentou R$ 10,2 milhões em cinco anos

Foto: rede sociais

Denunciado como líder de grupo que desviou recursos da Prefeitura de Sidrolândia, o empresário e ex-candidato a vereador Ueverton da Silva Macedo, 34 anos, conhecido como “Frescura” teve quebra dos sigilos bancário. O Tribunal de Justiça de MS (TJMS), autorizou a quebra de sigilo bancário, Ueverton da Silva Macedo , e de outros envolvidos no escândalo de corrupção em Sidrolândia .

O Frescura, movimentou R$ 8,5 milhões entre 2017 e 2021. Toda esta bonança ocorreu sem que ele tivesse uma “profissão económica definida”, que estudou até o 5º ano do ensino fundamental e atuou de encarregado geral de operações de conservação de vias, Ueverton gerou R$ 10,2 milhões em quatro anos (de 1º de janeiro de 2017 a 6 de dezembro de 2021).

Com base em informações obtidas pelo Ministério Público Estadual por meio de quebras de sigilo bancário investigadas pela Operação Tromper, foram descobertos fluxos financeiros no valor de R$ 10,2 milhões em um período de cinco anos. O saldo da conta no mesmo período foi de R$ 9,99 milhões.

“Ao analisar a disposição das entradas e saídas de valor, observa-se que a saída de recursos e o valor da entrada são estritamente proporcionais e simétricos no tempo, ou seja, são retirados ou pagos assim que entram”, destaca MPE como um dos indícios de infração.

A movimentação efetiva total de crédito por tipo de operação na conta Ueverton Macedo é de R$ 8,5 milhões. Nesse caso, os lançamentos que não representam entradas ou despesas reais da conta bancária, como resgates de investimentos, aplicações, baixas, empréstimos, etc., não são mais considerados.

Os débitos efetivos por sua vez, somaram de R$ 7,8 milhões, a maior parte dos débitos (28%) estava na forma de transferências entre contas no valor total de R$ 2,1 milhões.

O maior valor foi recebido em 2021, quando entraram 3,1 milhões de reais na conta Fresh. A trajetória da receita tem sido ascendente desde o início de 2017 em R$ 335,8 mil.

A Inox Serviços Metálicos Ltda é a empresa com mais dinheiro nas contas de ex-candidato a vereador, com R$ 1,4 milhão em 2020 e 2021. Posteriormente, houve recebimentos de origem desconhecida, totalizando 554,9 reais.

O MPE destacou que “foram recebidos 1.000 dólares entre 2017 e 2019, e cada operação tem um valor muito importante”.

Em relação às saídas de contas, a maioria foram operações de pagamentos e transferências não identificadas, totalizando R$ 905,1 mil (15%).

“Posteriormente, ocorreram diversos pagamentos/saques direcionados a outra pessoa sob investigação, EVERTOM LUIZ DE SOUZA LUSCERO (PJ), CNPJ 30.483.847/0001-35 (a empresa UEVERTOM parece ser a atual segunda co-conspiradora do Titular) Conforme já mencionado, o valor da conta referente aos anos de 2019, 2020 e 2021 é de 341.567,00 reais (trezentos e quarenta e um mil quinhentos e sessenta e sete reais)”, informa o Ministério Público.

Houve também pagamentos e transferências para Rafael De Paula Da Silva no valor total de R$ 262.473,00. A investigação também apontou movimentações financeiras entre investigadores, com transferências da conta de Frescura para Everton Luis de Sousa Lucero (305.490,09 reais), Ricardo José Rocamora · Alves (267 mil reais), Audine Romero de Oliveira (243.292,36 reais), Roberto da Conceição Valençuela ( 2.900 reais) e R&C Comércio (R$ 22.600).

Em 2018-2021, pagamentos, recebimentos de pagamentos, cheques emitidos e outros fundos totalizaram R$905,1 mil , R$230,6 mil  de pagamentos e transferências desconhecidos.

“Nesse período foram realizadas 28 operações de repatriação no valor de R$ 5.000; 8 operações no valor de 1 mil reais; 4 operações no valor de 3 mil reais; 2 operações no valor de 1,5 mil reais; e 2 operações no valor de 20 mil reais”, informa o MPE.

O documento, que contém dados bancários dos investigados, tem 218 páginas e deverá confirmar processos criminais contra 10 pessoas acusadas de corrupção, manipulação de licitações, peculato e crime organizado. O julgamento começou no dia 2 deste mês e continuou na sexta-feira (16) com a inquirição de mais 11 testemunhas.

Frescura chegou a ser preso e teve pedido de revogação da prisão negado pelo Superior Tribunal de Justiça. Atualmente ele está sendo monitorado com tornozeleira eletrônica.

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