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Mato Grosso do Sul, 19 de abril de 2024
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Polêmica: Na sessão extraordinária da Camara Municipal de Sidrolândia ouve acusações entre parlamentares

O vereador Cledinaldo Marcelino Cotócio também atacou a impressa e jornalistas

Arquivo

Vereadores de Sidrolândia colocaram em debate novamente a (Comissão Parlamentar de Inquérito) CPI, contra a Prefeita Vanda Camilo(PP), na sessão extraordinária da Câmara municipal, que ocorreu nesta terça-feira (01), Segundo eles, foi instaurado inquérito para apurar “a existência de um esquema de corrupção envolvendo empresários e funcionários públicos, em funcionamento desde 2017, visando a obtenção de vantagens ilícitas, através da prática de crimes de peculato, falsidade ideológica, fraude em licitações, associação criminosa e sonegação fiscal.”

 A sessão extraordinária foi polêmica e gerou acusações entre os parlamentares devido a ultima sessão ocorrida no dia 27 de julho que seria montado (Comissão Parlamentar de Inquérito) os vereadores da base da prefeita Vanda faltaram no dia. A votação ocorreu somente com os vereadores que se encontravam na casa de lei.

O vereador Cledinaldo Marcelino Cotócio(PP), acusou o vereador José Ademir Gabardo (PSDB), de contrabandear mercadorias do Paraguai e de ser nó cego, também atacou a imprensa local.” Eu venho nesta tribuna, já faz tempo que não venho nesta tribuna, estou com saudade dela já. Primeiramente um abraço para o Cesar Dias, ao Joel Fachi, gostaria de dizer para vocês que sempre acompanhei o trabalho de vocês, e não sei da onde vocês tiram essas matérias sem ligar para o vereador, porque vocês não ligam para saber qual a veracidade das coisas, vocês que se dizem honestos. Quero que você grave Joel, quero que você registra tudo.

Cesar Dias deveria ter a hombridade, companheirismo de ligar e perguntar se aquilo que o cara estava falando era verdade, já ganhei um processo seu Joel vou ganhar outo, porque vocês falam coisas que não tem nada há ver, pergunta pra pessoa, vai até a autoridade e pergunta”.

O vereador chegou até dizer que o jornalista Cezar Dias passou fome:” Você quando trabalhava comigo chegava falando que estava sem comida em casa, quantas vezes minha mãe te ajudou, porque era companheirismo, liga e pergunta. O Cledinaldo é verdade isso? você não tem restrição de chegar em mim, eu vou responder.”

O vereador insinuou que a impressa coloca a população contra os vereadores:” vocês botam matéria e jogam a população contra gente e depois dizem, vem aqui falar, ‘não pra dar ibope pra vocês’, já foi feito o estrago todo. Eu fico com dó de vocês nesta questão, porque de verdade graças a Deus eu só cresci nessa vida sem pisar em ninguém. O Joel chegou chorando em mim, ele e o Guilherme, porque eles tinham perdido o processo para mim, porque eles só falam merda, ligam antes e perguntam se pode postar a matéria, você está todo dia na igreja e só fala merda o tempo todo, pode postar Joel, é do o seu seu caráter mesmo.”

Cotócio até chegou a insinuar que a impressa pega propina:” Olha da uma olhada no tipo de jornalista, é só isso que sabe fazer palhaçada, é isso, não é atoa que é Circolino. Olha o dinheirinho, não sai, ai tem que falar mal né. Gente esse tipo de imprensa vai achar que vai me atingir, ‘rapaz’, de onde eu saí e onde eu vou chegar tem que ter coragem, se tem uma coisa que eu não tenho é medo, eu tenho três mandatos, cada mandato eu cresço de voto, porque comigo amigo quarta-feira não seve né. È chato você ter que vir na tribuna e expor, mas tem que falar porque sempre o politico é o errado o bandido, sempre é isso ou aquilo. A imprensa tem toda aquela coisa, ai vai lá e posta, ai depois vem, vamos conversar? ‘que conversar’, quero a sua resposta?. Que resposta, a merda já foi feita, já jogou a população contra.”

Depois o parlamentar começa os ataques ao colega de Tribuna vereador José Ademir:” Sobre a CPI, eu não tenho nada contra, eu acho que foi muito rápido, que fosse esperado para gente debater. O que eu não gostei desta questão também, foi o que o Vereador Gabardo Falou, que quem não veio era corrupto, Corrupto vereador quando o senhor vai toda semana no Paraguai, sonega imposto, o senhor traz contrabando e vem chamar os vereadores que não veneram de corrupto. Esta ali o Lucas que teve que processar ele para receber um dinheiro, e vem chamar eu os vereadores de corrupto, corrupto é o senhor que esta todo dia no Paraguai buscando contrabando pra vender e vem querer moralizar, abra a sua CPI faça o seu trabalho mas não venha querer apontar o dedo em alguém. Vossa excelência vereador Gabardo é o mais corrupto aqui de todos, pega lá e vê se tem nota aquelas coisas que o senhor traz. È um bando sentado em cima do rabo sujo querendo apontar pra alguém.”

Ao encerrar a fala o vereador Cledinaldo volta a atacar a impressa:” Pelo amor de Deus gente pode bater essa mídiazinha ai, pode bater, é três mandato gente, eu não fico ai mendigando as coisas dos outros não, e se eu perder a eleição eu já tenho historia tenho três mandatos e respeito os vereadores a cada decisão. Agora não venha tirar eu pra besta não, porque se eu tiver que conversar com um por um, vou falar pra você viu, fica ruim hem, vai ser tanto suplente faceiro e feliz da vida, poxa vem tirar eu pra besta, é o que eu tinha para o momento presidente.” conclui o Vereador Cledinaldo Marcelino Cotócio

Vereadores que votaram a favor da abertura das investigações no Legislativo: 

  • Enelvo Iradi Felini Junior (PSDB);
  • José Ademir Gabardo (PSDB);
  • Elieu da Silva Vaz (PSB);
  • Adavilton Brandão (MDB);
  • Izaqueu de Souza Diniz (Patriota);
  • Cristina Fiuza (MBD); e,
  • Cleyton Martins Teixeira (PSB). 

Vereadores que faltaram a sessão extraordinária de 27 de julho:

  • Carlos Henrique Nolasco Olindo (PSDB); 
  • Cledinaldo Marcelino Cotócio (PP); 
  • Gilson Galdino (REDE); 
  • Itamar de Souza Silva (PP);
  • Joana Michalski (PSB); 
  • Juscinei Claro Dino (PP); e,
  • Sandro Luiz Gonzales (PSD).

Os vereadores da oposição já entraram com pedido na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para apurar o esquema milionário de licitações fraudulentas na prefeitura de Sidrolândia. Os vereadores escolhidos na sessão extraordinária na quinta-feira (27.07.23), que conduzirão as investigações, são:

  • Presidente da CPI: Enelvo Iradi Felini Junior (PSDB);
  • Relator: Cleyton Martins Teixeira (PSB); 
  • Secretário: José Ademir Gabardo (PSDB);
  • Membro: Izaqueu de Souza Diniz (Patriota);
  • Membro: Adavilton Brandão (MDB);

Além da irregularidade nos contratos de licitações , a prefeita Vanda se tornou alvo a revelia da CPI que deve esmiuçar os contratos da administração para apurar possíveis fraudes licitatórias e entender as demissões em massa que ocorreram recentemente na cidade. 

ALVOS DA CPI 

Agora, a CPI terá 90 dias para apurar e elaborar relatório sobre os contratos firmados nos anos de 2021, 2022 e 2023 na prefeitura de Sidrolândia. Além de Vanda Camilo, o ex-prefeito Marcelo de Araujo Ascoli (PSL) também deve ser alvo da CPI.

Investigação

O Ministério Público Estadual identificou a existência de um esquema de corrupção na atividade administrativa do municipio de Sidrolândia, aparentemente em funcionamento desde o ano de 2017, gestão passada, de Marcelo Ascoli, destinado a obtenção de vantagens ilicitas por meio de fraudes em licitações.

Os investigados foram denunciados por suspeita de criar objeto social sem apresentar qualquer tipo de experiência, estrutura e capacidade técnica para a execução do serviço nos contratos firmados com o município.

Segundo MPE, EVERTOM LUIZ DE SOUZA LUSCERO EIRELI, R&C COMERCIO E SERV MANUT LTDA-ME, ODINEI OLIVEIRA (Lava Jato Romeiro), sob o comando de Uevertom da Silva Macedo, montaram um grupo criminoso com o fim de ganhar, mediante prévio acordo, licitações em Sidrolândia.

O MPE realizou inspeções de documentos comprovando que os alvos, unidos com servidores públicos, ajustavam previamente os interesses para não só conseguir algum contrato com a Prefeitura, como também para burlar a execução contratual.“Dessa maneira, além das análises das ilegalidades existentes nos procedimentos licitatórios levantadas antes das quebras de sigilo, o Ministério Público amealhou outros elementos que reforçam os indicios de materialidade e autoria nos certames públicos já analisados e em outros”.

Foram analisadas as informações decorrentes da quebra de sigilo bancário e os dados oriundos da nuvem e e-mails dos alvos: UEVERTON DA SILVA MACEDO, RICARDO JOSE ROCAMORA ALVES, ODINEI ROMEIRO DE OLIVEIRA, EVERTOM LUIZ DE SOUZA LUSCERO, ROBERTO DA CONCEIÇÃO VALENÇUELA, ROBSON DE LIMA ARAÚJO, ROCAMORA SERVIÇOS DE ESCRITÓRIO ADMINISTRATIVO EIRELLI (PC MALLMANN), ODINE ROMEIRO DE OLIVEIRA – ME (ROMEIRO PRESTADORA), EVERTOM LUIZ DE SOUZA LUSCERO EIRELLI E R&C) COMERCIO.

A conclusão foi de que os documentos encontrados demonstram o vinculo entre os investigados, com compartilhamento de informações entre eles, que deveriam ser confidenciais, como, por exemplo, proposta de preço, documentos pessoais, carimbos das empresas, com elementos indicativos da existência de conspirações e acordos ilegais entre os envolvidos.

O MPE ainda identificou movimentações entres os investigados e entre os investigados e servidores públicos, além de transações atípicas indicativas de lavagem de dinheiro. “As ilicitudes, porém, não se limitaram aos vínculos, mas também aos documentos apresentados nas fases das licitações em que o grupo se sagrava vencedor e na fase da execução contratual, mediante subcontratação total do serviço além da inexecução do objeto licitado”.

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