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Mato Grosso do Sul, 20 de abril de 2024
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Parto humanizado: assistência reduz riscos para mãe e bebê

No dia 01 de maio foi confirmado o fechamento do (CPN) Centro de Parto Normal Magdalena Targa do Nascimento do hospital Elmira Silvério Barbosa de Sidrolândia MS

Foto: Arquivo

Ao longo dos últimos anos a opção por porto normal ou natural ganhou proporção maior e tem sido a escolha de grande parte das gestantes. Ter ao lado uma obstetra e até uma doula em alguns casos, é significado de segurança e suporte não só físico, mas emocional. Dados do último Censo de Demografia Médica do Brasil apontam que os ginecologistas obstetras representam cerca de 6,5% de todas as 55 especialidades médicas, correspondendo a uma das maiores taxas mundiais.

Com a chegada do desejo de gerar um filho, surgem também dúvidas sobre a escolha mais adequada do procedimento a seguir no momento do nascimento do bebê tão esperado. A médica e professora do curso de Medicina da Uniderp, Danielle Scarpin, aponta fatores importantes a se pensar na hora da decisão. “O acolhimento e a assistência não estão presentes apenas nos partos normais. Garantir a segurança durante o nascimento envolve experiência profissional médica para orientar a paciente quanto ao melhor procedimento e confiança, entre outros fatores tão importantes. É por isso que o pré-natal é fundamental na redução de riscos que possam surgir na hora do nascimento do filho tão esperado. Não existe um parto ideal a ser indicado, já que as reações do corpo são decisivas e podem não estar de acordo com o que a gestante sonhava para o momento. Mas a prioridade é sempre a preservação da vida”, aponta a médica.

A especialista destaca, ainda, que o melhor parto é aquele avaliado como mais viável para cada caso. Para que haja redução do número de cesarianas desnecessárias é preciso uma alteração cultural.

O parto humanizado consiste na assistência à mulher em todas as etapas. O acolhimento para a realização de um procedimento seguro e respeitoso, reduz a taxa de mortalidade materna e perinatal e promove a saúde das mães e do recém-nascido. A saúde de qualidade, assistência digna, bem como a integridade física, psicológica, livre da violência e discriminação, é um direito de todos.

A professora diz que durante o acompanhamento com especialista da área, são explicados os riscos e benefícios de cada via de parto. Nas consultas, a futura mamãe e seu(a) obstetra conversam sobre as condições adequadas para realizar o parto vaginal (normal), ou as indicações de uma cesárea. Isso ocorre ao longo do pré-natal, com o acompanhamento e a evolução da gestação, priorizando sempre o bem-estar.

Para finalizar, a médica enfatiza a importância da boa relação entre médica e paciente, fundamental para estabelecer diálogo e planejamento, além de fortalecer a confiança.

No dia 01 de maio foi confirmado o fechamento do (CPN) Centro de Parto Normal Magdalena Targa do Nascimento do hospital Elmira Silvério Barbosa de Sidrolândia MS, a maternidade que era referência no estado, profissionais de outros municípios procuravam a unidade do hospital para se especializar, CPN era referência nos procedimentos adotados no acolhimento as gestantes.

As gestantes do Município de Sidrolândia, serão encaminhadas para Campo Grande Capital do Mato Grosso do Sul para da a luz. A maternidade estava em funcionamento no município a mais de 7 anos.

Com o fechamento do CPN parte da equipe de obstetra e técnicos de enfermagem, foram dispensados. No dia 27 de maio no mesmo mês, o enfermeiro obstetra Ramão Vargas responsável pelo parto humanizado foi pego de surpresa pelo RH do hospital logo após um parto humanizado, ele faz uma carta de desabafo em suas redes socias.

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“Uma mistura de emoções! Acabo de assistir um parto, um lindo parto humanizado há uns 30 minutos, momento de muita alegria. Estava no consultório fazendo as documentações do parto, de repente às 22:30h o rapaz do RH do hospital entra na sala e me demite, solicitando para assinar minha rescisão. Meu Deus quase me deu um infarto. Logo nós que tratamos nossos pacientes com tanta humanidade somos tratados com tanta desumanidade, a administração poderia ter me chamado amanhã e me explicar porque estou sendo demitido. Metade da minha vida passei nesse local, 20 anos e 5 meses, fui auxiliar de enfermagem, técnico de enfermagem, enfermeiro e enfermeiro Obstetra, assisti mais de 800 partos. Merecia um pouco mais de respeito. Recebi várias honrarias por serviços prestados a sociedade Sidrolandense, título de cidadão Sidrolandense oferecido pelo ex veredora Vilma Feline, Moção de congratulação por serviço prestado a comunidade pelo Ex vereador Perez, Moção de Congratulação pela Assembleia Legislativa oferecido pelo Ex deputado Enelvo Felini por serviço prestado a comunidade Sidrolandense atuando no hospital de Sidrolândia e tudo acaba assim! Estou extremamente triste com o tratamento oferecido por essa administração”.

A diretora administrativa do hospital Roseli Correia em entrevista ao Região News explica o porquê do fechamento da CPN. Que o motivo é devido ao hospital não receber verba suficiente para a demanda atendida, precisa ser viabilizados R$ 200 mil por mês para custear a equipe de retaguarda que intervirá em decorrência com as gestantes ou os recém – nascidos, que atualmente o hospital recebe R$ 75 mil para manter a Maternidade, sendo R$ 50 mil do Ministério Público da Saúde e R$ 25 mil do estado.

A Prefeita de Sidrolândia Vanda Camilo e os vereadores da Câmara Municipal não se manifestaram sobre providencias para CPN voltar a funcionarem no município .

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