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Mato Grosso do Sul, 19 de junho de 2024
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MEC mostra que 4 em 10 alunos do 2º fundamental são analfabetos

Dados são da pesquisa Alfabetiza Brasil, apresentada pelo Ministério da Educação. Resultado representa que 56,4% dos estudantes desta série não sabiam ler, escrever e interpretar. Levantamento ouviu 251 professores

(crédito: Ascom/Inep)

Apenas quatro em cada 10 crianças do 2º ano do Ensino Fundamental estavam alfabetizadas no país em 2021. A constatação é do Ministério da Educação (MEC), que, nesta quarta-feira, apresentou os dados da pesquisa Alfabetiza Brasil: diretrizes para uma política nacional de avaliação da alfabetização de crianças. Isso representa que 56,4% dos estudantes desta série não estavam alfabetizados.

O levantamento ouviu, em abril, 251 professores de crianças em idade de alfabetização. Em um segundo momento, em maio, especialistas discutiram os resultados coletados. A iniciativa pretende definir os padrões de avaliação para crianças alfabetizadas no país.

O ministro Camilo Santana não deu mais detalhes sobre a nova norma, mas afirmou que deverá “apoiar não só na indução técnica, mas também financeiramente, toda uma estratégia de governança, de apoio e fortalecimento na questão da formação e qualificação”. “Sabemos que quando uma criança não se alfabetiza na idade certa, aumenta a evasão, aumenta a reprovação, aumenta a desistência. Estamos perdendo milhões de jovens e crianças no país que precisavam ter o direito de estar na escola, de garantir a conclusão do ensino básico completo. Portanto, esse é um direito que o Estado brasileiro precisa garantir”, afirmou.

A partir do resultado da pesquisa, foi definida a nota de 743 no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) para saber se um aluno estava alfabetizado ao fim do segundo ano do ensino fundamental. Para atingir esta pontuação, as crianças devem apresentar as seguintes competências: ler pequenos textos, formados por períodos curtos e localizar informações na superfície textual; produzir inferências básicas com base na articulação entre texto verbal e não verbal; e escrever textos para fins de uma comunicação simples.

Ainda de acordo com Santana, é urgente que haja uma mudança na situação. “Temos um Brasil que, hoje, perde milhões de crianças e jovens ao longo do ensino básico. Precisamos fechar a torneira disso. Queremos garantir que não vamos perder nenhuma criança, nenhum jovem na educação básica. Para isso, é preciso ter uma escola atrativa, uma escola criativa, uma escola acolhedora. É preciso ter política de apoio”, disse.

O levantamento ouviu, em abril, 251 professores de crianças em idade de alfabetização. Em um segundo momento, em maio, especialistas discutiram os resultados coletados. A iniciativa pretende definir os padrões de avaliação para crianças alfabetizadas no país.

O ministro Camilo Santana não deu mais detalhes sobre a nova norma, mas afirmou que deverá “apoiar não só na indução técnica, mas também financeiramente, toda uma estratégia de governança, de apoio e fortalecimento na questão da formação e qualificação”. “Sabemos que quando uma criança não se alfabetiza na idade certa, aumenta a evasão, aumenta a reprovação, aumenta a desistência. Estamos perdendo milhões de jovens e crianças no país que precisavam ter o direito de estar na escola, de garantir a conclusão do ensino básico completo. Portanto, esse é um direito que o Estado brasileiro precisa garantir”, afirmou.

A partir do resultado da pesquisa, foi definida a nota de 743 no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) para saber se um aluno estava alfabetizado ao fim do segundo ano do ensino fundamental. Para atingir esta pontuação, as crianças devem apresentar as seguintes competências: ler pequenos textos, formados por períodos curtos e localizar informações na superfície textual; produzir inferências básicas com base na articulação entre texto verbal e não verbal; e escrever textos para fins de uma comunicação simples.

Ainda de acordo com Santana, é urgente que haja uma mudança na situação. “Temos um Brasil que, hoje, perde milhões de crianças e jovens ao longo do ensino básico. Precisamos fechar a torneira disso. Queremos garantir que não vamos perder nenhuma criança, nenhum jovem na educação básica. Para isso, é preciso ter uma escola atrativa, uma escola criativa, uma escola acolhedora. É preciso ter política de apoio”, disse.

Em 2021, nos anos iniciais do ensino fundamental em escolas públicas e privadas, a aprendizagem de língua portuguesa de alunos do 5º ano caiu de 215 pontos, em 2019, para 208, em 2021.

“Desmonte”

Levantamento do Todos pela Educação aponta que, entre 2019 e 2021, houve um aumento de 66,3% no número de crianças de seis e sete anos de idade que, segundo seus responsáveis, não sabiam ler e escrever. O número passou de 1,4 milhão em 2019 para 2,4 milhões, em 2021.

Isso reforçou a diferença entre crianças brancas e pretas e pardas — cujos percentuais de seis e sete anos de idade que não sabiam ler e escrever passaram de 28,8% e 28,2%, em 2019, para 47,4% e 44,5% em 2021; no caso das brancas, o aumento foi de 20,3% para 35,1% nesse período de dois anos.

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