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Mato Grosso do Sul, 19 de abril de 2024
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Lula: prisão de Assange vai contra a defesa da democracia

Assange é alvo de 18 acusações nos Estados Unidos por revelar documentos confidenciais, principalmente na área militar

(crédito: Evaristo Sa/AFP)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou suas redes sociais para se manifestar contra a extradição e prisão do jornalista fundador do WikiLeaks Julian Assange. “Sua prisão vai contra a defesa da democracia e da liberdade de imprensa”, escreveu o presidente. “É importante que todos nos mobilizemos em sua defesa.” O jornalista é acusado de vazar informações confidenciais dos Estados Unidos, e, na definição do presidente, “fez um importante trabalho de denúncia de ações ilegítimas de um Estado contra outro”.

Não é a primeira vez que Lula defende o jornalista. Durante a campanha eleitoral de 2022, ele já havia cobrado “pressão mundial” pela libertação do fundador do WikiLeaks. “Nós que estamos aqui falando de democracia precisaríamos perguntar: que crime o Assange cometeu?”, disse para apoiadores em um discurso em Maceió. Em novembro, depois de eleito, Lula recebeu representantes do WikiLeaks e voltou a defender a libertação do jornalista, dizendo que sua prisão é “injusta”.

Já em maio deste ano, durante a coroação do rei Charles 3º, Lula voltou a criticar a prisão de Assange. “É uma vergonha que um jornalista que denunciou as falcatruas de um Estado contra outro esteja preso, condenado a morrer em uma cadeia”, disse, em entrevista coletiva em Londres.

Assange é alvo de 18 acusações nos Estados Unidos por revelar documentos confidenciais, principalmente na área militar. Entre os documentos vazados por meio do WikiLeaks, há denúncias de crimes de guerra e espionagem realizados pelo governo norte-americano em outros países, incluindo o Brasil. Segundo documentos revelados pelo site, os Estados Unidos grampearam a então presidente Dilma Rousseff e mais 29 telefones do governo, entre ministros, diplomatas e assessores.

Atualmente, o jornalista está preso na prisão de segurança máxima de Belmarsh, na Inglaterra, desde 2019, depois de passar sete anos como exilado na embaixada do Equador em Londres. Na última semana, um juiz da Alta Corte de Londres recusou a contestação de Assange sobre sua extradição, afirmando que ele não tinha bases legais para isso. Ele continua recorrendo na justiça e, se voltar aos Estados Unidos, pode enfrentar uma pena de até 175 anos.

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