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Mato Grosso do Sul, 24 de julho de 2024
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No Dia do Rock veja quantos decibéis sua saúde auditiva suporta

Intensidade do som e tempo de exposição devem ser limitados para evitar surdez

Divulgação

Ouvir sua música favorita no fone de ouvido pode ser um hábito prazeroso e relaxante e, quando se trata de Rock- estilo que tem seu dia mundialmente  celebrado em 13 de julho- a tendência é elevar o volume quase que instantaneamente. Mas, fone e intensidade de som pode ser uma combinação não muito favorável para a saúde auditiva.

Fazer uso de um fone de ouvido é como se desconectar do mundo sem se preocupar com que acontece em volta, entretido apenas em um filme, música ou podcast, por exemplo. Entre os itens indispensáveis para quem vive na era home office, o aparelho deixou de ser um equipamento para uso, apenas, nas horas de relax e os inúmeros modelos disponíveis no mercado oferecem formatos, funções, potências e preços variados para agradar a todos os públicos. Por outro lado, como o som fica muito próximo da orelha, vai diretamente até o tímpano provocando uma pressão maior.

Segundo o otorrinolaringologista e professor do curso de Medicina da Uniderp, Alexandre Cury, o limite de som está correlacionado ao tempo de exposição que, se ultrapassado, pode causar perda auditiva a médio ou longo prazo. O ouvido humano tem mecanismos de proteção contra sons altos em curto período de exposição. Logo, sons acima de 60 e 65 decibéis tornam-se desconfortáveis e acima de 80 decibéis, são potencialmente lesivos para a audição, já que, uma vez destruídas, as células auditivas não podem ser recuperadas. Quanto mais intenso for o som, menor deve ser o tempo de exposição. “A exposição contínua em níveis altos pode causar danos permanentes. Isso ocorre porque as células sensoriais no ouvido interno podem ser danificadas pelas ondas sonoras intensas. A perda auditiva por ruído é uma condição irreversível e pode afetar significativamente a qualidade de vida”, esclarece.

As células nervosas que levam os sinais elétricos, correspondentes aos sons, até o cérebro, têm um revestimento chamado mielina. Quando os ruídos estão muito elevados, danificam essa “camada”, o que pode diminuir a eficiência de proteção fazendo com que ocorra a perda da audição gradativamente.  

Se os limites de decibéis foram ultrapassados, não se desespere, há exames que ajudam a identificar com precisão a deficiência auditiva. O exame audiométrico, realizado por um médico otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo, tem como objetivo avaliar a capacidade do paciente em ouvir ou reconhecer os sons. É por meio dele que o profissional identifica e indica o tratamento adequado de acordo com o grau diagnosticado.

Ainda sobre os hábitos diários, o especialista alerta quanto ao uso de hastes flexíveis de algodão ou qualquer outro objeto na higiene dos ouvidos, pois são instrumentos largos que empurram a cera para o interior da orelha, aumentando o risco de infecções, portanto não devem ser utilizados.

Por fim, o médico dá dicas de referência dos níveis de ruído e tempo indicado de exposição:

Nível de ruido x tempo de exposição diária

85 dB – 8 horas

90 dB – 4 horas

100 dB – 1 hora

110 dB – 15 minutos

Referências

Uma conversa em voz normal = 40 dB

Trânsito congestionado = 80/90 dB

Banda de Rock = 100 dB

Automóvel = 60/70 dB

Motocicleta = 85 dB

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