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Mato Grosso do Sul, 20 de abril de 2024
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Iniciativa sul-mato-grossense é selecionada para o Criança Esperança 2023

Instituto Moinho Cultural Sul-Americano participa pelo quinto ano da iniciativa que é chancelada pela Unesco

Fundadora e diretora-executiva do Moinho Cultural, Márcia Rolon, celebra a trajetória que a instituição vêm seguindo.   (Foto: Divulgação/Moinho Cultural)

O Instituto Moinho Cultural Sul-Americano foi selecionado para participar do Criança Esperança 2023. Esta é a quinta vez que a instituição, criada há 18 anos na fronteira do Brasil com a Bolívia, é selecionada. O projeto selecionado, desta vez, chama-se “Educação integral no Moinho Cultural”, no qual são promovidas atividades de apoio e dinamização escolar, com foco na leitura e produção de textos.

A iniciativa prevê o acompanhamento dos boletins da escola regular das crianças e adolescentes atendidas pelo Moinho Cultural para identificar quais são as necessidades e ampliar o conhecimento e autonomia nas áreas da literatura e raciocínio lógico.

Professora do Núcleo de Cultura e Letramento do Moinho Cultural, Ailine Moreira Lehnhart, explica que, além das aulas de gêneros textuais e letramento, são oferecidas contação de histórias, atividades de interpretação textual, aulas de práticas linguísticas (iniciação ao espanhol), leitura e recreação.

“Com a contemplação do Criança Esperança, poderemos ampliar as aulas, oferecendo aos participantes técnicas de redação, escrita, pensando no futuro educacional deles, desde a melhora no ensino regular, com foco nas suas dificuldades cotidianas, até o ingresso na universidade pública. O Moinho Cultural é isso: oportunidade, acesso, sonho, presente e futuro”, afirma.

Kaduan da Cunha é bailarino formado pelo Instituto. Ele entrou no Moinho Cultural quando tinha sete anos de idade. Foto: Divulgação/Moinho Cultural

Kauan da Cunha Coelho, 26 anos, entrou no Moinho Cultural quando tinha sete anos de idade. Por quatro anos, ele permaneceu na instituição até se mudar, com a família, para Belo Horizonte (MG). Depois de oito anos longe, ele retornou ao Moinho Cultural, em 2019, como bailarino da Cia de Dança do Pantanal, uma das iniciativas da instituição.

“O Moinho Cultural é extremamente necessário para Corumbá, para Mato Grosso do Sul e hoje está ganhando o mundo. O Moinho transforma vidas, dá oportunidades, e faz com que a arte floresça e crie sonhos. Assim, crianças, jovens e adolescentes vivem em busca de um futuro promissor e melhor por meio da arte. Ter artistas incríveis, raízes do nosso Pantanal, mostra que podemos sim alçar voos maiores e levar nossa cultura além”, destaca o bailarino, que já se apresentou também em palcos americanos e portugueses.

Corumbaense, Kaíza da Costa Alves é hoje coordenadora do Moinho Cultural. Mas, a história dela com a instituição é longa. Ela entrou no instituto aos oito anos e foi atendida por nove. Depois, retornou como professora, função na qual permaneceu por cinco anos, até ser promovida a coordenadora.

Kaíza Alves, nascida em Corumbá, foi participante do Moinho e hoje coordena as atividades do Instituto. Foto: Divulgação/Moinho Cultural

“O Moinho Cultural não só resgata crianças em situação de vulnerabilidade. Ele dá oportunidade a essas crianças de aprender algo que, talvez, seja praticamente impossível na cidade: aprender instrumentos clássicos. Com o Moinho Cultural, muitas portas são abertas e vidas transformadas por meio da arte e cultura. Participar do Criança Esperança é algo imensurável, pois sonhos serão realizados assim como o meu, o acesso a materiais e a um espaço digno é muito importante. Esta participação não só vai dar mais condições para o aprendizado de crianças e adolescentes de duas cidades brasileiras e outras duas bolivianas como também dar mais possibilidades para que elas sejam transformadas”, lembra a coordenadora do Moinho Cultural.

Para a fundadora e diretora-executiva do Moinho Cultural, Márcia Rolon, desde o início a intenção foi transformar o instituto em um espaço de vivência em artes para as crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, na fronteira do Brasil com a Bolívia.

“Pensamos grande em fazer essa história acontecer de maneira muito leve, mas pensando na educação integral. A arte tem que estar na escola. A escola tem que vivenciar a arte. Estamos sempre tentando fazer com que a criança seja cercada de amor pela família, mas cercada também de possibilidade de vida, de oportunidades. Precisamos dar acesso, permitir o acesso à arte, à cultura e à formação integral como cidadão, o que tanto buscamos dentro do Moinho Cultural”, finaliza.

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