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Mato Grosso do Sul, 19 de junho de 2024
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Ação conjunta para mobilizar motoristas de caminhão na prevenção de atropelamentos

A primeira ação envolvendo essa conversa direta com esses profissionais ocorreu em dois pátios de carregamento de minério da MCR, em Corumbá

A prevenção de atropelamentos de animais silvestres na BR-262, no Pantanal, envolve atuar em várias frentes e mobilizar diferentes setores. Um dos focos do trabalho de sensibilização ambiental que o Instituto Homem Pantaneiro (IHP) está fazendo é atuar em parceria com a Polícia Militar Ambiental (PMA) e a Mineração Corumbaense Reunida (MCR), do grupo J&F Mineração, para atingir motoristas de caminhões que transitam diariamente na BR-262.

A primeira ação envolvendo essa conversa direta com esses profissionais ocorreu em dois pátios de carregamento de minério da MCR, em Corumbá, e foi organizada com palestras com mais de 40 motoristas, alguns deles que fazem a viagem para o Pantanal há cerca de 10 anos. Além dessa atividade, a MCR passou a entregar para todos os caminhões que saem dos pátios informativos que alertam para a prevenção do atropelamento de animais silvestres.

O médico veterinário no IHP, Geovani Tonolli, conversou com os caminhoneiros e explicou curiosidades sobre o comportamento das onças-pintadas e de alguns outros animais, apontou prejuízos que podem ocorrer no bioma com os atropelamentos e os danos ao Pantanal.

“Queremos alcançar esses profissionais que estão diariamente na rodovia e conhecem muito bem o trecho de Corumbá e Miranda, um dos pontos mais trágicos para a vida selvagem com o registro de atropelamentos. A intenção foi mostrar a eles como o farol contribui para cegar os animais e ao invés de espantá-los da rodovia, deixam eles imóveis. Também foram apontados trechos com maior preocupação, áreas com registro de mata e que pode ter maior incidência de animais atravessando a pista”, explica o médico veterinário.

Geovani Tonolli ainda acrescentou que entre as questões levantadas pelos profissionais que atuam em transporte pesado está qual impacto um atropelamento pode causar para o meio ambiente. “Além da morte de um animal, isso pode deixar um filhote sem os pais, pode ocasionar um desequilíbrio futuro que atrapalha até mesmo o espalhamento de parasitas e doenças. Temos que entender o Pantanal e suas conexões e buscar conservar.

A Polícia Militar Ambiental em Corumbá também esteve engajada na sensibilização ambiental e esclareceu dúvidas sobre procedimentos a serem tomados quando se encontra um animal atropelado ou houver um atropelamento. O mais recomendado é acionar a Polícia Rodoviária Federal pelo 191 ou informar no 190, da Polícia Militar, o caso para que a PMA possa atuar.

Animais que foram mortos em atropelamentos na rodovia e passaram por taxidermização foram expostos para que os motoristas pudessem fotografar e divulgar a necessidade de atenção redobrada na BR-262 em grupos de mensagens de caminhoneiros que atuam na região do Pantanal. Estimativa de empresas do setor de transporte apontam que são mais de 500 caminhões chegam a transitar diariamente nessa região mais sensível para atropelamentos.

Somente entre 2016 e julho de 2023, 19 onças-pintadas foram mortas após serem atropeladas em trecho entre Corumbá e Miranda, na BR-262, conforme levantamento do Programa Felinos Pantaneiros, do IHP.

Desde fevereiro de 2023, o IHP vem reunindo-se com a PMA e a Polícia Rodoviária Federal para atuar na prevenção de atropelamento de animais silvestres na BR-262, principalmente em trecho entre Corumbá e Miranda. Técnicos do Instituto também realizar um trabalho, que está em fase inicial, para identificar se as pontes de vazante na rodovia podem funcionar como passagens da fauna. Armadilhas fotográficas foram instaladas em alguns pontos para se avaliar o cenário nesses locais.

Sobre o IHP

O Instituto Homem Pantaneiro (IHP) é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos. Fundado em 2002, em Corumbá (MS), atua na conservação e preservação do bioma Pantanal e da cultura local.

Entre as atividades desenvolvidas pela instituição destacam-se a gestão de áreas protegidas, o desenvolvimento e apoio a pesquisas científicas e a promoção de diálogo entre os atores com interesse na área.

Os programas que o Instituto atua são Rede Amolar, Cabeceiras do Pantanal, Amolar Experience, Felinos Pantaneiros, Memorial do Homem Pantaneiro, Brigada Alto Pantanal e Estratégias para Conservação da Natureza. Saiba mais em https://institutohomempantaneiro.org.br/. O IHP também integra o Observatório Pantanal.

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