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Mato Grosso do Sul, 20 de abril de 2024
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Especialista explica como o Brasil pode se tornar uma sociedade digital com referência à Estônia

A parceria do setor público-privado é fundamental para implantar a inovação

Divulgação

Ter acesso a quase todos os serviços públicos de casa, sem precisar ir aos órgãos do governo e enfrentar filas e burocracia, já é realidade de mais de 98% da população da Estônia. Seguindo exemplos que deram certo, especialistas apontam que o Brasil já deu os primeiros passos por meio da digitalização e criação de serviços e atendimentos digitais.

A regra é clara: todo cidadão estoniano tem uma identidade única. Ela é digital e válida por toda a vida. Todos os serviços públicos do país estão on-line e podem ser acessados de forma gratuita, como os serviços de saúde, onde as receitas médicas são 100% digitais, além de atendimentos da previdência, registro de empresas, licenciamentos, alvarás e qualquer outro procedimento burocrático.

Observa-se que a parceria entre órgãos públicos e privados para o desenvolvimento de tecnologia tem se mostrado uma estratégia fundamental para o avanço científico e tecnológico do país. A união de esforços e recursos entre esses dois setores tem o potencial de promover inovação, empregos, aumentar a competitividade e gerar crescimento econômico de forma sustentável.

Países que estimulam essa parceria têm maiores chances de se tornarem líderes em inovação, atraindo investimentos, fomentando o empreendedorismo e conseguindo a qualidade de vida de seus cidadãos.

A primeira vantagem dos serviços públicos digitais está ligada a custo e eficiência. Uma administração digital que unifica e centraliza as informações de seus cidadãos, resolve um problema comum, onde os cidadãos deixam múltiplas identidades emitidas por diferentes órgãos governamentais.

Desde que se tornou líder mundial em segurança cibernética, a Estônia tem visto uma série de benefícios, sendo capazes de desenvolver soluções inovadoras que protegem seus cidadãos e empresas contra ameaças on-line. Por exemplo, cada cidadão pode ver quem já teve acesso aos seus dados, e se há algo suspeito, pode pedir ao governo para revisar essa liberação das suas informações.

Com objetivo de conhecer processos de sucesso, o diretor comercial da Digix, Diego Ferreira, foi à Estônia e constatou como o Brasil pode implementar medidas de tecnologia da informação por meio dos aprendizados extraídos da experiência estoniana.

“Em primeiro lugar, é importante investir em infraestrutura digital sólida, como acesso à internet de alta velocidade e conectividade em todo o país. Isso permite que os serviços digitais alcancem um número maior de pessoas. Além disso, é fundamental estabelecer padrões de interoperabilidade e criar plataformas centralizadas para compartilhamento de dados entre diferentes órgãos governamentais. Isso facilita a integração de sistemas e promove uma colaboração mais eficiente entre as diferentes esferas governamentais”, pontua o especialista.

Ainda de acordo com o especialista, há medidas que podem ser implementadas para promover a adoção de tecnologia da informação e a interoperabilidade entre sistemas. Uma delas é investir na digitalização de serviços públicos, permitindo que os cidadãos acessem informações e realizem transações de forma on-line.

Embora o Brasil esteja começando a dar alguns passos rumo à transformação digital do governo, para construir uma democracia inteiramente digital, ou algo próximo disso, é necessário somar esforços no alinhamento entre políticos, juristas e especialistas em segurança da tecnologia.

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