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Mato Grosso do Sul, 19 de junho de 2024
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Famílias chefiadas por pessoas negras e pardas sofrem mais com a fome

Situação é mais grave em lares chefiados por mulheres negras
Rio de Janeiro - Morador de Rua após se alimantar em Ong no centro do Rio de Janeiro de distribui alimentação gratuita. Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Uma em cada cinco famílias chefiadas por pessoas autodeclaradas pardas ou pretas no Brasil sofre com a fome. O dobro em comparação aos lares chefiados por pessoas brancas.  

A situação é ainda mais grave em lares chefiados por mulheres negras: 22% sofrem com a fome, quase o dobro em relação a famílias comandadas por mulheres brancas; 13,5% estão nessa condição de insegurança alimentar. 

Ao todo, 33 milhões de brasileiros não têm o que comer, e apenas quatro entre 10 famílias conseguem acesso pleno a alimentos. Em números absolutos, 125 milhões sofrem com insegurança alimentar leve, moderada ou grave. 

Os dados são do 2° Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia de Covid-19 no Brasil (Vigisan), uma realização da Rede Penssan, Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional. 

Rosana Salles, pesquisadora da Rede Penssan e professora do Instituto de Nutrição da UFRJ explica o principal achado do levantamento. 

O levantamento mostrou que emprego e renda ajudam na alimentação; mas de forma distinta entre a cor da pele do responsável pelo lar. E que a maior escolaridade não protegeu as famílias de mulheres negras da falta de alimentos.  

A pesquisadora Rosana Salles aponta alguns fatores que podem estar por trás dessa realidade. 

Os dados da pesquisa foram obtidos pelo Instituto Vox Populi entre novembro de 2021 e abril de 2022, a partir de entrevistas em 12.745 domicílios, em áreas urbanas e rurais de 577 municípios. 

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