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Mato Grosso do Sul, 19 de junho de 2024
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Duas fontes radioativas de césio-137 estão desaparecidas

O equipamento foi roubado de uma mineradora em Minas Gerais, em 29 de junho. A empresa garante que não há risco iminente de radiação, mas manuseio indevido pode causar riscos à saúde

(crédito: Comissão Nacional de Energia Nuclear)

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o furto de duas fontes de césio-137 de uma mineradora de Nazareno (MG). A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), do governo federal, também investiga o o caso.

Segundo a mineradora AMG, o equipamento desapareceu 29 de junho.  Assim que constataram a situação, representantes da empresa acionaram a polícia e fizeram um boletim de ocorrência sobre o furto. Nesta quinta-feira (5/7), de acordo com o g1, agentes da CNEN irão à cidade coletar informações sobre o ocorrido. 

Em comunicado, a AMG disse que “lamenta profundamente qualquer preocupação que possa ter causado às comunidades vizinhas”. “No que diz respeito à segurança e bem-estar, todos os esforços serão feitos para resolver isso o mais rápido possível”, escreveu em um  trecho.

As fontes podem causar riscos à saúde local? 

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) emitiu uma nota para tranquilizar os moradores da cidade sobre os possíveis riscos de radiação. De acordo com a entidade, a fonte roubada era de césio-137, feita de um material cerâmico, duplamente revestidos em aço inoxidável e blindados externamente em aço inox, resistente a impactos.

“Tais fontes, apesar de serem de Césio-137, têm atividade cerca de 300 mil vezes menor do que aquela do acidente de Goiânia. Além disso, essas fontes são confeccionadas em material cerâmico, ou seja, mesmo que fossem violadas em seus invólucros duplos de aço inox não seriam espalháveis como foi a fonte do acidente de 1987”, disse a comissão.

Com atividade individual de 5 mCi (iodo de contraste), eles compunham aparelhos medidores de densidade, e, por isso, a classificação em uma escala de perigo é 5, o que é considerado baixo risco. O MCI é um composto que contém o iodo como elemento radiopaco que, quando introduzido no organismo, permitem aumentar a sensibilidade e a especificidade das imagens radiográficas.

“Essas fontes são classificadas como não perigosas pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Por isso, não são esperados efeitos severos à saúde pelo contato com as mesmas. No entanto, é importante continuar as buscas para recuperá-las de tal forma a prevenir exposições desnecessárias”, tranquilizou.

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